oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (ou não), com o francisco, meu filho de 4 anos. Leia mais


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11 ago 2014

A Contradição Humana

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Livros

O nome já bota medo – a contradição humana? E isso lá é nome de livro infantil? É sim – e arrisco dizer aqui que é o meu preferido dos muitos livros do Francisco. Tomei da biblioteca dele na cara dura para a minha mesa de cabeceira, porque é um livro tão especial que não me aguento. Esses dias li um texto importante na Revista Emília – nele, Cristiana Tavares falava sobre o quanto é essencial buscar livros ‘trangressores’ para as crianças, e fugir do que mais encontramos por aí nas estantes de literatura infantil: clichês e lugares-comuns. Livros que através das ilustrações, do léxico, dos assuntos abordados desafiam e estimulam, de fato, a curiosidade dos pequenos (e dos grandes também, oras).

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Pois esse aqui é sem dúvida um livro ‘transgressor': A Contradição Humana mostra, na voz de uma criança, contradições com as quais ela se depara e pouco se conforma. São incoerências da vida que fazem pensar e geram longas conversas – o homem que olha para os lados para desviar dos carros, mas não olha para lado algum quando alguém lhe pede um troco. A moça cercada de amigos que está sempre sozinha; o rapaz que ama pássaros mas insiste em mantê-los na gaiola; a senhora que tasca açúcar no seu café e vive sempre tão amarga.

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As ilustrações são outro destaque à parte: tudo muito contrastado, forte, bonito. Vermelho, preto e branco, nenhuma cor além dessas. Os textos se misturam às ilustrações, às vezes com letra corrida, às vezes com letra de forma, como se fossem a escrita do própria criança que nos fala.

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Tanto os textos quanto as ilustrações são de Afonso Cruz – português de mil talentos, Afonso carrega prêmios com sua literatura infantil (só A Contradição Humana tem diversos!), mas também faz música, animações e literatura para gente grande (coincidentemente, estou lendo um dele agora: Jesus Bebia Cerveja).

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A Contradição Humana ainda não foi editado no Brasil, portanto cópias, só portuguesas. A nossa eu comprei na Navegadores, aqui em Curitiba, mas já faz mais de um ano – liguei lá hoje pra saber se tem mais e adivinha? Uma cópia só, a 58 reais. Mas calma que dá pra achar na Saraiva por 40 reais e também na versão digital, que sai cerca de 12 dólares.

 


28 out 2013

o meu vizinho é um cão

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Livros

Já falei aqui da Planeta Tangerina, editora portuguesa que publica livros muito legais e diferentes. É a editora do Todos Fazemos Tudo, que o Francisco adora, e desse aqui, O Meu Vizinho é um Cão, outro livro do coração (a intenção não era a rima). Faz tempo que quero falar dele aqui – mas agora que foi lançado no Brasil pela (também muito legal) editora Cosac-Naify é mais uma razão pra indicá-lo.

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Sabe aqueles livros que você termina de ler e sente uma felicidade enorme? Então. O Meu Vizinho é um Cão é um desses – ele é bonito, gostoso de ler, muito criativo e traz uma mensagem importante: aceitar, sempre, as diferenças. A história é contada na voz de uma garotinha que mora num prédio muito pacato onde começam a chegar vizinhos diferentes. O primeiro que chega é um cão – e os pais da garota implicam com ele. Ela gosta do cachorro – curte vê-lo tocar saxofone na varanda, por exemplo. As mudanças para o prédio continuam – chegam um par de elefantes, um crocodilo – a menininha fazendo amizade com todos e seus pais sempre torcendo o nariz.

Segue um trecho (e atenção para o português caprichado de Portugal):

“No outro dia disse aos vizinhos:

‘Não acham esquisito que os meus pais vos achem esquisitos?’

Ao que eles responderam imediatamente:

‘Os teus pais é que são esquisitos!’.

‘Olham-nos de cima a baixo’, queixou-se o cão.

‘E sempre com um ar superior’, disseram os elefantes.”

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A menina então percebe  que ali só ela mesma entende as diferenças dos vizinhos e as respeita – e junto com seus pais, triste com a situação, muda-se de casa. Mas é aquela história: os incomodados que se mudem, oras – e ela vai embora prometendo um dia voltar. O livro termina assim:

‘Disseram-me que em nossa casa

mora agora uma família de três ursos.

E que o meu prédio está cada vez mais divertido…

Não é de admirar.

Qualquer dia, quando crescer, faço-lhes uma surpresa também.

Paro um enorme camião de mudanças em frente à porta…e mudo-me para lá!

Tenho a certeza que eles não vão me achar nada esquisita!”

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A historinha é de Isabel Minhós Martins e as ilustrações, bem diferentes, são de Madalena Matoso. Coisa linda, tudo com muito muito azul, cor-de-rosa e vermelho. Ah, o livro coleciona premiações (muitos pelas ilustrações, aliás) e é recomendado pela Amnistia Internacional. O exemplar nacional custa 39 reais na loja da editora – mas ó, vale pesquisar antes de comprar (como sempre!): está um tanto quanto mais barato (26 reais!) nas Lojas Americanas.


7 out 2013

Saudade – um conto para sete dias

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Livros

Há alguns livros infantis que, admito, compro mais pra mim do que para o Francisco. É que desde que entrei nesse mundo (o da literatura infantil) venho descobrindo cada coisa bacana, que não adianta: me apaixono, não resisto e compro. Alguns livros são pra crianças mais velhas, outros que eu sei que só vão funcionar em outra época da vida do Francisco – ou seja, ainda serão dele, já estão na sua pequena biblioteca, mas por enquanto são meus e pronto.

Esse aqui é um deles: chama-se ‘Saudade – um conto para sete dias’, e é um dos que eu mais gosto. Volta e meia estou namorando o livro ou monstrando-o para alguém (faço muito disso). Vi em algum lugar que a Companhia das Letras estava lançando essa semana a edição brasileira e lembrei de falar dele pra vocês. A minha cópia é portuguesa, da Editora Bags of Books, de 2011 – comprei na Navegadores há alguns meses.

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O livro é originalmente em espanhol, e chama-se Saudade: Un Cuento para Siete Dias. Na história, um rei muito sábio, habitante de um país muito distante, lança um desafio todas as segundas-feiras: pode qualquer um perguntar qualquer coisa a ele – ele garante que saberá a resposta. Isso até uma segunda-feira em que um tal Fernando (‘com o seu fatinho, a sua gravatinha, os seus bigodinhos e os seus óculos pequeninos’ – o próprio Pessoa) chega com uma pergunta para a qual, surpreendentemente, o rei não encontra resposta imediata: Fernando queria saber o que é ‘saudade’.

O rei, desesperado, pede seis dias a Fernando. Precisa pesquisar o que é saudade. Procura a palavra em dicionários, consulta assessores, passa o dia fora – até que pega um resfriado e volta confundindo saudade com febre. Certo da resposta, corre por todo o reino atrás de Fernando:

“A saudade é a febre! determinou o rei com segurança.

Não, disse Fernando em bom português. Às vezes quando se tem saudade, podemos ter febre, mas a saudade não é a febre.”

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A verdade é que Fernando sabe bem a resposta, mas quer que o rei descubra por si só. Então o rei pede ajuda à sua esposa – que mais uma vez vai atrás do poeta em busca da resposta, é a única saída:

“A Rainha saiu do Palácio à procura do tal homenzinho. Se ele sabia a resposta para a pergunta que ele mesmo fizera, tinha de ajudá-la.

Foi encontrá-lo num café, escrevendo enquanto falava sozinho: ‘todas as cartas de amor são ridículas’. A Rainha observava-o de longe e surpreendeu-se quando Fernando se levantou e respondeu a si mesmo, sentado noutra cadeira: ‘tenho em mim todos os sonhos do mundo!’.

 

Ah, sem spoilers dessa vez. Não vou contar o final exatamente – mas saibam que Fernando dá o caminho para que o Rei descubra o que é a saudade, e o nobre finalmente conhece a resposta.

O mais legal é que a história toda é contada em sete partes, cada uma para um dia da semana. Dá pra ler assim, separadinho – ou de uma vez só mesmo (que eu duvide que alguém aguente esperar). O próprio autor, Claudio Hochman, conta no verso do livro que quando seu filho foi acampar pela primeira vez, ele escreveu esse conto e colocou dentro da mochila do garoto. Mas colocou cada capítulo em um envelope, para que seu filho lesse um a cada dia da semana. A brincadeira deu nesse livro lindo. Lindo mesmo, não só na história como em todo o resto: as ilustrações de João Vaz de Carvalho também são demais (vale ver o site dele, aliás).

Tá aí – é um livro bacana demais para crianças (a indicação etária da editora é de 6 a 9 anos) e também para adultos, oras. Já pensei em dar de presente pra algumas pessoas, e agora que tem a edição brasileira ficou mais fácil. Ah, o lançamento sai por 33 reais no site da editora (e 23 reais no site da Fnac – não adianta, sempre vale pesquisar). Imperdível.


1 ago 2013

A gigantesca pequena coisa

Escrito por
Livros

Tá vendo por que eu não posso entrar na Navegadores? Porque eu não consigo sair de lá sem pelo menos um livro embaixo do braço. Se eu for com o Francisco, então, pior ainda. Ontem aproveitei que ele estava na escola (ai, a felicidade da volta às aulas!) e fui dar uma volta por lá, levar alguns marcadores de texto que fiz do blog. Foi só entrar na livraria e dez minutos depois estava eu sentada com uma pilha de livros infantis para conhecer (e babar).

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Saí só com um, mas saí com um escolhido a dedo. Folheei vários quando estava lá, mas esse me chamou a atenção logo de cara. Grande, formato A2, com capa dura, ilustrações lindas e adivinha, português. Não adianta, eu tenho mesmo uma loucura pelos livros infantis portugueses, já falei de diversos aqui no blog. Gosto da forma como são editados, da qualidade impecável, das ilustrações, das histórias – absolutamente tudo.

Esse aqui é uma verdadeira obra de arte, sem brincadeira. Coisa linda. Chama-se ‘A Gigantesca Pequena Coisa’ (é originalmente em francês, La Gigantesque Petite Chose), e tanto o texto quanto as ilustrações são da artista italiana Beatrice Alemagna. O livro fala sobre a existência dessa tal gigantesca pequena coisa de um jeito muito delicado, bem poético. Um mistério até o final. Selecionei três dos meus trechos/desenhos preferidos pra mostrar pra vocês:

“A senhora do crocodilo ficou à porta, a esperar por ela, durante longos meses. Nunca viu chegar nada. Há pessoas que não sabem reconhecê-la.”

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“Um dia, como por brincadeira, ela escondeu-se numa lágrima e encheu um homem de nostalgia.”

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“As pessoas encontram-na nos cheiros, nos olhares. Nos braços dos outros.”

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No final, trata-se da felicidade. A coisa toda de ela estar quase sempre à nossa frente (muitas vezes sem a percebermos), a tal busca constante. Tão bonito! É lógico que é um livro para crianças um pouco maiores (e para adultos, por que não?). Permite mil diálogos e reflexões.

Mas ainda assim, li nessas duas últimas noites com o Francisco – do nosso jeito, mostrando e conversando sobre os detalhes das ilustrações, perguntando o que seria a tal gigantesca pequena coisa. No início, ele não deu muita bola para o livro – quando tirei da sacola nem quis folhear. Mas foi só eu começar a ler a história que ele se aconchegou do meu lado e ouviu atento. Ontem pediu que eu lesse novamente, e hoje de manhã também – surgiu na sala meio desastrado, carregando o livro grandão pro meu colo. Já entrou pra lista dos preferidos!

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Livro: A Gigantesca Pequena Coisa

Texto e ilustração: Beatrice Alemagna

Editora: Bag of Books (Portugal)

 


1 jul 2013

Todos fazemos tudo

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Livros

Voltemos aos livros que o Francisco escolheu para a viagem. Foram quatro, como eu contei pra vocês: Bruxa, bruxa, venha à minha festa, Os Saltimbancos, outro que eu vou mostrar na semana que vem  e esse aqui, o Todos Fazemos Tudo. Esse último é daqueles livros do Francisco que eu amo de paixão, é português (já falei várias vezes da quedinha que eu tenho por literatura infantil portuguesa), sem texto algum, só imagens, e trata, principalmente, de um assunto muito legal: a igualdade de gênero.

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O livro é assim: as páginas são todas divididas em duas – na parte de cima, a gente escolhe a pessoa: pode ser homem, mulher, negro, negra, loiro, loira, ruivo, ruiva, pode usar óculos ou ser careca. Na parte de baixo, a atividade: costurando, tocando guitarra, regando o jardim, dirigindo um trator, cozinhando, andando de snowboard – fazendo as coisas mais variadas. Aí é só brincar e montar as mais diversas situações. É um jeito bem divertido de conversar com a criançada sobre igualdade, tanto com os mais pequenos como com os maiorzinhos.

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O livro é de autoria da portuguesa Madalena Matoso, uma das quatro criadoras do Planeta Tangerina, atelier de ilustração e design gráfico e também editora de livros ilustrados. Aliás, vale entrar no site da editora ver os livros – é um mais bacana que o outro, dá vontade de ter absolutamente todos. Vários têm premiações especiais – inclusive a própria editora recebeu o prêmio de melhor editora na Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, não à toa.

Nossa cópia eu comprei na Livraria Navegadores, em Curitiba. Acho que dá pra comprar pelo site deles, vale tentar.

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Livro: Todos Fazemos Tudo

Autoria/Ilustração: Madalena Matoso

Editora: Planeta Tangerina (Portugal)

 


29 abr 2013

Estrambólicos

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Livros

Semana passada eu falei de um dos livros mais legais que eu e o Francisco já vimos por aí: o De Caras. Esse aqui, Estrambólicos, segue o mesmo estilo. Também é da PatoLógico, editora portuguesa, e da mesma dupla de autor e ilustrador (pai e filho!), José Jorge Letria e André Letria.

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Cada página do livro é dividida em três, que juntas, formam monstros diferentes. Do lado direito, o monstro – do lado esquerdo, um poeminha com a historinha dele. Dá pra montar diversas variações: exatamente 4.096 possibilidades.

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(Francisco curtindo um monstro-mosca)

A gente escolheu junto, eu e o Francisco, o nosso monsto preferido ora mostrar pra vocês. Foi esse:

MOSTÓNIO

Com olhos

assim tão salientes

ninguém repara

nos seus dentes.

Tem estranhos braços

de abraçar a Lua

e gosta muito de andar

aos saltinhos pela rua.

Este estranho estrambólico

não vem nos manuais

de zoologia,

mas talvez lá apareça

qualquer dia.

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(Mostónio)

Outro pelo qual eu tenho um certo carinho é esse aqui, o Viscôsio. Olha a historinha dele:

VISCÔSIO

Nasceu assim,

escorradio,

nas ervas da margem

de um grande rio.

O seu sonho era ter

asas para poder voar

por cima dos lagos

ao luar.

Tem o hábito raro

e esquisito

de querer namorar

com o infinito.

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(Viscôsio – acho tão bonitinho ele querer namorar com o infinito!)

Dá pra passar horas facinho montando os montros e descobrindo suas biografias. Tem monstro que parece peixe, que parece sapo, mosca, o monstro do Michelin, monstro que parece árvore. Monstro estrambólico pra tudo que é gosto.

Uma coisa: apesar de ser pra brincar, o livro é bem delicado e as ‘frações’ de página de descolam fácil do espiral. Vale ter um cuidado especial na hora de montar os bichos, pra que nenhum pé, tronco ou cabeça se perca por aí.

Ah sim: o livro é de Portugal – pelas bandas de lá, dá pra encontrar na faixa de 15 euros. O nosso eu comprei na Navegadores, aqui em Curitiba. Custou 50 reais.

***

Livro: Estrambólicos

Texto: José Jorge Letria

Ilustrações: André Letria

Editora: PatoLógico

 


17 abr 2013

De Caras

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Livros

Um dia, passeando com o Francisco perto da Praça da Espanha, aqui em Curitiba, entramos para conhecer uma livraria infantil que tinha recém-aberto (e que agora já está completando um ano, vejam só!): Navegadores. A coisa foi meio por acaso, e tivemos uma bela surpresa. O espaço é sensacional, perfeito para as crianças, com almofadões, poltronas, mesinhas, e claro, muitos livros, um mais legal que o outro – desses, muitos portugueses.

Acabamos virando cliente fiéis – volta e meia vamos lá em busca de novos títulos. Mas o primeirão que compramos lá, hoje um dos nossos preferidos, foi esse, o De Caras:

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É um livro bem diferente, formado por tiras que formam personagens distintos conforme são viradas. Cada página é dividida em três dessas tiras, com olhos, narizes e bocas completamente diferentes: são 4096 possibilidades de rostos, no total. Há os carecas, cabeludos, crespos, lisos, tristes, alegres, monocelhas, narigudos, com barba, sem barba, de camisa ou regata.

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Cada olho/nariz/boca traz um e uma pequena biografia, todas muito divertidas.

Com muito, mais muito esforço escolhi minhas três preferidas (o Francisco ajudou):

ANATÓLIO

Nasceu com uma estranha alergia. Sempre que come arroz, fica com os olhos rasgados como os dos orientais. Se come massa, começa a falar italiano. Se não come nada, começa a chorar em português.

 

CONSTANTINO

Um dia encontrou num livro uma personagem com um nome igual ao seu e pensou que só podia ser mesmo ele. Assim, transformou-se em personagem, com outros modos e outras falas. E acreditou na mudança.

 

ZEFERINO

Começou como nadador-salvador* numa praia de muito movimento nos meses de Verão. Um dia, em vez de um turista salvou uma alforreca**. Mesmo assim, foi muito aplaudido pela família das alforrecas.

 

(*adoro essas diferenças do português de Portugal e do nosso: nadador-salvador é salva-vidas, lógico – mas sabe o que são alforrecas? Águas-vivas!)

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Acho sensacionais os textinhos, bem em estilo português – e o Francisco, o Francisco se diverte mesmo é montando as caras, escolhendo com quem elas se parecem e repetindo os nomes divertidos.

A Pato Lógico Edições, editora portuguesa, tem outros livros bem legais. Vale olhar no site, dá vontade de ter todos. Consegui, lá mesmo na Navegadores, o Estrambólicos (que é no mesmo estilo desse De Caras) e o Se eu fosse um livro – logo conto deles pra vocês.

Não são baratos: o De Caras custa 50 reais. Acredito que dê pra comprar online também, diretamente de Portugal, via Wook. Mas o livro sai 14,50 euros + frete, ou seja, acaba saindo a mesma coisa.

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Livro: De Caras

Autor: José Jorge Letria

Ilustrador: André Letria

Editora: Pato Lógico